Não há filha como a filha maravilhosa que eu tenho, nós temos
Nem resultado incerto tão correcto como o que obtivémos
Prova dos nove perfeitamente desnecessária, ausente
Numa operação nem lógica nem matemática, mas de AMOR
Quando um mais um foi igual a três, Pai, Mãe e Filha.
Hoje, decorridos onze céleres anos ela cresceu, de bebé a menina
Cresceu com a ajuda de pais, avós, tios, primos, amigos, educadores
Tornando-se na mais velha de três irmãos, muito bonita e carinhosa
Inteligente, preguiçosa, amiga, responsável e dotada de bom senso
É hoje peça fundamental no puzzle familiar em que nos tornámos.
Nos valores que tentámos transmitir-lhe, com amor, formou a base sólida
Que lhe permite e permitirá tomar opções de vida, melhores ou piores
E na confiança que nela está depositada, a certeza do nosso apoio
Incondicional, mas firme e exigente, características que deve adoptar para si
Para assim subir a pulso os íngremes e tortuosos caminhos da sua vida.
Ralhar, elogiar, ignorar, sublinhar, culpar, perdoar, abraçar, afastar, acarinhar
Tanta coisa e só de algumas ela gosta, mas de todas necessita... para crescer
E, pensando bem, será que custa mais ralhar com o filho ou ser reprendido pelo pai?
Castigar ou ser castigado? Não julgueis tarefa simples a de um pai e de uma mãe
Pois é tarefa única e exclusiva cujo resultado depende de todos... para ser positivo.
E já que falei em operações matemáticas vejamos como a Mariana
Tem quase o triplo da idade do Tomás, e quase o sêxtuplo da do Gui
Sendo que o Guilherme tem metade da idade do Tomás
E a soma das idades dos três não chega a atingir metade da idade da mãe
Que por sua vez é mais nova do que o elemento mais velho da família, eu!
(exclusivo by Artur J G Silva)

